quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Escarlatina... só a bailarina que não tem!



Eis que um dia desses, o menino começou a ter febre. Eis que no dia seguinte, a febre não passa e o levo ao Pronto Socorro. Eis que a médica nota a garganta muito inflamada e receita 10 dias de antibiótico, o que equivale a 120 ml do remédio. Mas o remédio é vendido em embalagens que contém apenas 70 ml, o que me obriga a levar 2 caixas e pagar por 20 ml que vou ter que jogar fora. (Pausa para revolta leve contra as indústrias farmacêuticas que fabricam vidros que, sabidamente, não serão suficientes para a maior parte dos tratamentos)

Eis que o menino toma o remédio e começa a vomitar. E noto que o corpo do menino está tomado por minúsculas bolinhas vermelhas. Suspendo o remédio. Eis que o levo de novo ao hospital e outra médica diagnostica Escarlatina. Ham!? Eu pensei que escarlatina fosse apenas um verso daquela música do Chico Buarque. Mas descobri que é também uma infecção aguda, típica da primavera, que causa forte inflamação de garganta e enche o corpo de carocinhos vermelhos com uma textura de lixa.

E o tratamento? Benzetacil. Quase chorei quando ouvi isso. Morri de dó por antecipação. Entrei num dilema. Devo alertá-lo do sofrimento iminente ou lhe concedo mais alguns minutos de alegre ignorância. Escolhi deixar para avisá-lo depois. Ele logo saberia...

Depois do choro, volto a farmácia com a esperança de trocar ou devolver a caixa de antibiótico que não usei e que não seria mais necessária e eis que recebo a resposta: "Não podemos receber ou trocar antibiótico."

"E por que raios, não podem trocar um antibiótico que eu não vou usar?", pergunto em um nível de indignação máster. (Só de lembrar, fico irritada de novo)

"Depois de registrado no sistema da ANVISA, não há como estornar. São regras da ANVISA. Ouço e obedeço." Essa última frase eles não falaram, mas foi tipo isso. E nada que eu dissesse fez eles repensarem sobre isso.

Moral da história: quase R$ 100,00 voando para a indústria farmacêutica e para a drogaria, a custo do meu prejuízo.

Como a indignação foi tamanha, fiz um reclamação no site da ANVISA tentando entender os motivos. Surpreendentemente, eles me enviaram uma resposta que eu considerei razoável e que aplacou a minha revolta. Disseram eles que não podem aceitar a devolução de antibióticos devido ao risco de adulteração e mal acondicionamento após a retirada da farmácia, podendo colocar em risco a integridade do remédio. Concordei. Agora é só esquecer o prejuízo.

Se quer saber mais sobre as regras da ANVISA sobre antibióticos, segue o link aquiaqui e aqui.

Pelo menos o Rafael já passa bem!

Bjos,

VdM

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