domingo, 10 de agosto de 2014

Não é o papai!!! É dia dos Pais


O senso comum apregoa por aí que os filhos são mais apegados às mães e as filhas, aos pais. Mas aqui em casa não, não! O meu pequeno é muito mais apegado ao pai e por mais que eu o tenha gestado, parido, amamentado e passe muito mais tempo com ele, os louros vão para o pai.

O Nego tem a incrível capacidade de despertar o melhor das outras pessoas. E se doa gratuitamente nas relações que trava com os outros. É desses que gostamos fácil e que consegue ser amigo do mais variado tipo de pessoa, sem julgamentos. É o que poderíamos chamar de popular. Sé é assim com qualquer um, imagina com o rebento!

Adivinha quem ele quer que o coloque para dormir? o pai. Quem ele quer acompanhar em todas as vezes que sai de casa? o pai. Quem ele chama quando, eventualmente, acorda de madrugada ou pela manhã? o pai. É isso mesmo: o pai, o pai e o pai.

Se por um lado eu fico um pouco (tá bom, MUUUUITO) enciumada e carente do filho, por outro fico feliz que o pequeno tenha uma relação tão próxima com o pai. Daqueles que se ajoelha mesmo com o joelho operado, que empurra o balanço por horas, que o apara no escorregador e que canta docemente para ele dormir e acordar e que vela o seu sono. Carinhoso, cuidadoso, preocupado e muito atencioso.
(Depois de algumas sessões de carência materna, decidi não me frustrar tanto por essa "preferência" e curtir junto cada brincadeira e também os momentos que temos só nós dois.)

Vê-los juntos, me faz pensar na relação que tenho com meu próprio pai, entrecortada pelo divórcio, quando eu tinha apenas 7 anos. E, por mais que meu pai fosse presente e não tenha nos abandonado, eu sofria com a sua ausência. Durante muito tempo, eu olhava os pais caminhando com seus filhos na rua e sofria.

Meu pai sempre foi o meu herói. Sempre o admirei por suas ideias extravagantes e seus planos físico-quânticos meio loucos para mudar o mundo. Sua incrível disposição para o trabalho e pelo senso de responsabilidade. Acho especialmente valoroso que ele nunca reclame mesmo quando tudo está dando errado, que ele nunca culpe os outros ou o mundo pelas suas derrotas e que ele arregace a manga para resolver tudo sozinho (embora, às vezes, eu ache que ele devesse dividir). E sua vontade de se manter sempre presente e disponível, mesmo que não morasse mais comigo.

Gosto, sobretudo, de suas gargalhadas divertidas e contagiantes que fazem todo mundo rir junto. E herdei dele o gosto pela leitura, por histórias em quadrinhos, a facilidade de concentração e a sensibilidade espiritual que nos impele a buscar a Deus.

Além disso, é um vô carinhoso, cujo destino o presenteou com um netinho muito parecido fisicamente com ele. Esse post também serve para homenageá-lo! E vocês podem conferir a semelhança aí nessa foto:



E, por isso, foram preciso muitos anos para me curar dessa dor. E ver (viver) o Rafael com o Nego é uma dádiva. Sinto-me grata que seja assim, que ele e o Rafael sejam assim. Ao vê-lo com o pai, sorrio e sinto que alguma coisa cura-se em mim.

E, nesse dia dos Pais, fico até emocionada por essa história que o Nego e o Rafael estão construindo juntos. Há tanta sintonia, amizade e companheirismo. Eles se parecem um pouco. São destemidos, musicais, impertinentes e pirracentos.

Então, hoje, é um feliz dia dos pais, principalmente, porque é intenso, verdadeiro, visceral e todo dia!!!

Feliz dia dos Pais a todos os pais, especialmente ao meu pai e ao pai do meu filho!

Um comentário:

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