quarta-feira, 4 de junho de 2014

Senta que lá vem perguntas...


Eu amo a curiosidade infantil. Não tenho o menor problema em ficar horas respondendo, repetidas vezes, o que é a rua, se a nuvem é de algodão, por que o sol se pôs, para onde ele foi, se o sol foi para cima ou para baixo, o que é ... e tantas outras coisas. E, olha que meu pequeno é um perguntador de primeira. Pergunta de tudo o tempo todo. Uma matraquinha incessante de perguntas. Eu não fico impaciente, não acho chato. Eu sinto muito prazer em ouvir e responder às perguntas dele. Gosto muito mesmo! Não tenho medo das perguntas, mesmo as mais constrangedoras como contei neste post aqui. Eu realmente me divirto.

Eu sempre respondo a verdade e tento traduzir da forma mais simples que consigo a todas as questões. E, às vezes, nem dá tempo de responder porque ele já disparou outras milhões de perguntas. Além disso, eu também o provoco com algumas questões. E é lindo de "ver" a mente do pequeno criando uma resposta, um raciocínio. Outro dia, por exemplo, ele pediu para eu tirar o anel e eu disse que era minha aliança, que significava que a mamãe tinha se casado com o papai. E, perguntei: "você quer se casar, um dia?" Então, ele me respondeu: "Eu não pensei sobre isso de casar ainda!". Saiu pela tangente, igualzinho ao pai dele. Achei muito engraçado essa desenvoltura. Apenas com 2 anos, já sabe (ou fala como se soubesse) que um ato como casar-se requer muita reflexão e que não é um passo a se dar de forma impulsiva. Requer que se pense a respeito. hahahahaha

Eu me vejo no pequeno perguntador de curiosidade insaciável. Eu era assim quando criança e, de certa forma, ainda sou. A curiosidade é o que me move adiante, é uma força motriz que me impulsiona, que me faz gostar de ler, de querer conhecer tudo, de querer viajar, conhecer outras culturas e outros países. Se pudesse me descrever em um adjetivo, com certeza seria: sou curiosa!

Li em algum lugar que é a curiosidade é a principal características de pessoas inteligentes.

Além disso, eu aprendo com ele a redescobrir o mundo, reaprendo a ver a beleza e a poesia que cada coisa, ainda que miúda, tem. De me admirar diante das singelas coisas que nós, adultos, deixamos passar despercebidas. De notar o mundo e seus pequenos milagres sob o prisma do olhar verdadeiro e interessado do pequeno.

É, como disse o Gabriel Salomão, do Lar Montessori, neste post aqui, do qual retiro essa citação: "A criança, de várias maneiras, é uma estrela. Cada criança é uma estrela. São elas que dão ao mundo brilho quando ele se vê mergulhado na escuridão. É a criança que consegue libertar das muralhas de seriedade adulta os sorrisos mais singelos, e que recupera na fortaleza da alma os resquícios da habilidade, às vezes há muito esquecida, de sentir amor."

Ah! Registrem nos comentários as perguntas mais embaraçosas que os pequenos já fizeram.

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