segunda-feira, 16 de junho de 2014

Até Drummond prefere os brinquedos que inventamos


Nos tempos modernos, temos muitos brinquedos, mas poucas brincadeiras. Tenho repensado tanta coisa nesta curta vidinha do Rafael. E uma delas é o tipo de brinquedo que ofereço ao pequeno.
Invariavelmente, brinquedos são caros. Tanto os bons, quanto os ruins.

Eu não quero que o brincar (ou a vida) do pequeno fique vinculado ao valor ou a quantidade dos brinquedos. Isso vale para adultos também. É algo que vale para mim também. Ao tentar ensinar isso ao pequeno, estou tentando aprender também e viver isso de verdade.

Nunca fui muito consumista, mas algumas vezes é difícil não se deixar levar por essa onda que valoriza tanto as marcas, o saldo da conta bancária e o carro importado.

Então optei por poucos brinquedos e estou preferindo aqueles que sejam menos automáticos e envolvam o pequeno em criar suas próprias brincadeiras. Os que sejam mais indicados para tornar a infância dele o que realmente precisa ser: um caldeirão de criatividade, alegria e boas lembranças. E eu quero estar na maioria dessas lembranças como sinônimo de amor, dedicação e doação.

Eu brincava de tudo um pouco quando era criança. Brincava de coisas de menino e de menina. (mais das de menino, se é que existe isso)

Agora, com o Rafael, tenho brincado de tudo um pouco outra vez. E de umas brincadeiras muito engraçadas que o próprio Rafael ou o pai dele inventam como essa aqui.

Esse post aqui, do Lar Montessori, do Gabriel Salomão, traz algumas dicas na hora de escolher o brinquedo. Mas além dos brinquedos adequados, eu acredito que o bom mesmo é a minha presença verdadeira e do pai dele (que é uma criança também).

Vejam que até o nosso querido Drummond também é contra os brinquedos que brincam sozinhos.
Achei essa poesia dele e convenci-me:

BRINQUEDOS PARA HOMENS

Embora eu seja adulto,
não me seduzem os brinquedos eletrônicos
que a moda, irônica, me oferece.
E excogito:
Que brinquedo inventar para o adulto,
privativo dele, sangue e riso dele,
brinquedo desenganado mas eficiente?
Tenho de inventar o meu brinquedo,
mola saltando no meu íntimo,
alegria gerada por mim mesmo,
e fácil, fluida, pluma,
pétala.

Sem o pedir às máquinas e aos deuses,
que cada um invente o seu brinquedo.

E vocês aí, como gostam de brincar com os seus filhos?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...