quinta-feira, 8 de maio de 2014

4 desastres em uma noite líquida de mais


Eu sou daquelas que detesta melecação, mão suja (ou apenas molhada), baba escorrendo e coisas desse tipo. Imaginem o desespero ao ver o Rafael chupando pirulito e aquela babação escorrendo pela mão, pescoço e roupas... só de pensar, já fico arrepiada. Por isso, eu sempre evitei essas coisas: pirulito é muito açúcar mesmo, então ele até que sai ganhando. Mas, e chupar laranja ou manga... não dou conta gente! (é sério, preciso de um analista, não consigo me libertar #mejulguem) Ainda bem que o pai dele é totalmente relaxado quanto a isso, então ele cuida dessa parte.

Mas aí que ando lendo umas coisas da pedagogia Montessori, e percebo que o contato manual com os elementos da natureza são muito bons para o desenvolvimento, manutenção de vínculo, e, no mínimo, é uma forma de deixa-lo longe da TV. E, resolvo tentar umas atividades desse tipo com ele. A brincadeira era simples: uma bacia com água e umas bolinhas para ele pescar com uma peneira e colocar em outra vasilha. Foi um desastre!

Deixei a bacia e a vasilha no chão da sala enquanto eu ia buscar as bolas e disse para o Rafael não mexer até que eu voltasse. Mas esse instinto infantil que clama por experimentar tudo que vê pela frente é quase impossível de frear. Desastre nº1: em 1 minuto, ele já tinha pegado a vasilha e jogado quase metade da água pra fora da bacia, no chão e em cima dele. Respira fundo. Pausa pra limpar tudo. Vamos começar tudo de novo, mas sem deixar a bacia cheia de água dando sopa na frente do menino antes de estar tudo pronto. Tenho que reconhecer que era uma tentação muito grande.

Aí, o menino “pesca” as bolinhas umas duas vezes e (desastre nº2) quer mesmo é pegar a peneira e bater na água e melecar todo o chão de novo. Não, não, não. Assim não dá. Vi que não poderia vencer este ímpeto de ver a água derramando. Então, enchi a banheira dele e deixei ele brincando no banheiro até cansar (bagunça controlada, tudo bem, né?!).

Quando ele cansou, tirei do banheiro e fui secá-lo e precisei de uns cotonetes, que despertaram muito o interesse dele. Então, inventei outra brincadeira: peguei todos os cotonetes e falei para ele colocar um por um dentro de uma garrafinha. E, ele ficou assim por uns 10 minutos até conseguir colocar todos, depois quis tirar e aí,(desastre nº3) ele achou bem mais interessante jugar tudo no chão do que colocar no recipiente correto. Recolhemos tudo e chega de cotonetes.

E, tive outra ideia (vejam que eu sou persistente, haha). Peguei mais duas garrafinhas de vidro, enchi de água e tampei (melhor garantir, né?!) para fazer um vidrofone (sem me preocupar em nada com as escalas. Era só pra ver o som que faria e a diferença de acordo com a quantidade de água). Não chamou muita atenção. Então, resolvi pegar um funil e ver se ele se divertia transferindo a água de uma garrafinha para a outra. E, até que ele gostou e se entreteu um pouco com isso e o derramamento de água foi pouco. Então, (desastre nº 4) depois de tanto mexer com água ele me pediu para ir fazer xixi, mas não deu tempo de segurar e fez na roupa mesmo.

À noite, antes de dormir, fui contar esta saga pro marido e ele morreu de tanto rir. E, pensando bem, talvez não tenha sido tão desastroso assim. Talvez, o Rafael tenha se divertido. É verdade que eu não fiz as atividades direitinho, como manda o figurino, favorecendo a autonomia, a independência e a liberdade de escolha do pequeno e tal, mas o que importa mesmo é estar com ele, vincular-me cada dia mais, estar disponível pra ele, e essas coisas que aprendo todo dia um pouquinho mais...

E, hoje, leio o seguinte texto que é um acalento:

http://larmontessori.com/2013/04/06/quando-o-adulto-falha/

P.S.: Não tirei fotos das brincadeiras, então só tentem imaginar mesmo...

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