quarta-feira, 2 de abril de 2014

Herança de família...


O bem do qual quero falar e que está sendo passado para a geração futura (ou seja, o Rafael) só está na família há uma geração (ou seja, desde que ganhei ele aos poucos anos de idade). Este banquinho da foto era meu quando criança.
Vamos à história: eu tinha ganhado um banquinho de madeira (que não é este), mas a vizinha da casa onde eu morava pediu para trocar por este da foto e minha mãe aceitou a troca. (é claro que só sei disso porque minha mãe me contou esse pormenor) O fato é que eu e o banquinho passamos boa parte da infância juntos e ele já fez parte do cenário de muitas brincadeiras. Já foi jogado, arrastado, chutado até que eu cresci e ele ficou perdido, esquecido pelos cantos das casas, mas resistiu bravamente a pelo menos 6 mudanças de residência e ao tempo.
Ficou esquecido até que o Rafael precisava de um banquinho para alcançar a pia do banheiro para lavar as mãos e escovar os dentes e... eis que o percebo na casa da minha mãe. Um pouco surrado, com duas fivelas de couro rompidas, mas perfeitamente útil. "Era justamente o que eu precisava!" Catei ele sem pensar duas vezes e trouxe a herança do Rafael.
E, olhando para ele, aqui em casa, chego a me emocionar que ele ainda exista após mais ou menos uns 25 anos. De alguma forma, ele me conecta com a minha infância e, meio que por tabela, conecta o Rafael à minha infância também.
P.S.: Vou torcer para que o banquinho resista mais algumas gerações e passe para o neto, bisneto e assim por diante...

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