terça-feira, 15 de abril de 2014

E mais lembranças de infância...

A coleção de livros da foto fez tão parte da minha infância quanto o banquinho.
Quando era criança, nós estávamos bem longe de ser abastados, e não é difícil supor que eu não tinha muitos livros em casa. Até hoje, livro é um artigo de luxo, minha gente! Mas, contrariando as expectativas, eu gosto muito de ler... Essa é uma paixão que nasceu ao ouvir meu pai (que sempre gostou muito de ler) dando gargalhadas hilariantes com os quadrinhos do Tio Patinhas (quem nunca!?). Quando eu pedia para ele ler para mim, ele dizia: aprenda a ler. Até parece meio rude, mas eu era tão curiosa que aprendi mesmo aos 4 anos. Louros para minha mãe que teve a paciência de me ensinar em um dominó de madeira com figuras e palavras.
Aí, desde novinha o mundo das letras se abriu para mim. Lia de tudo como um vício: as placas da cidade, os anúncios, cada texto que caísse na minha mão. Cheguei na alfabetização já sabendo ler e, ao contrário da maioria, sem saber escrever.
Não sei como a coleção de livros da foto chegou lá em casa (já que não tínhamos muita grana para isso), mas os livros da foto existiam lá em casa.
Essa é uma coleção daquelas com uma história para cada dia do ano, dividido em 4 volumes em que cada volume representa uma estação do ano.
Já que a oferta de livros na minha casa era escassa e minha fome pela leitura insaciável, eu lia e relia, lia e relia esses livros diversas vezes. Bem que podia ser as reinações de narizinho, que não li, mas gostaria. (agora já estou meio velha para isso, mas juro que já tentei... só que não! Quem sabe eu leia a coleção do Monteiro Lobato para o Rafael um dia... ainda há uma esperança de me afeiçoar com esses ícones da literatura nacional)
Boa parte dos personagens são tão nítidos para mim e as figuras do livro estão na minha memória até hoje. Tinha os clássicos: chapeuzinho vermelho, das princesas diversas, as fábulas de Esopo, etc. Lembro de um velhinho que julgava as pessoas sem conhecer e perdeu a ajuda de um anjo por isso e teve que fazer uma grande penitência para alcançar o perdão. (sempre penso nessa história quando julgo alguém sem conhecer e evito de fazê-lo)
Aí, quando eu cresci e parti para leituras mais sofisticadas, eles ficaram lá em casa em desuso e empoeirados até que minha mãe deu para minha tia e perdeu-se por outros destinos.
Quando eu engravidei do Rafael, eu queria muito esses livros para ele. Procurei em livrarias e acabei comprando uns dois similares com uma história por dia, mas não eram "aqueles" da minha infância e eu achei muito sem graça. Aí, esse mês, eu tive uma ideia "original": procurei no google se achava em algum sebo e eis que consegui. Quando a encomenda chegou em casa, fiquei emocionada. Foi só começar a ler e ver que ainda lembro das historinhas, das imagens e tudo mais. Outro reencontro com a criança que fui. E uma constatação: eu gostava bem mais das historinhas quando era criança. Eu sempre acabo editando um pouco quando leio para o Rafael porque tem algumas coisas não muito indicadas para ele (pelo menos sob o meu critério). Mas mesmo assim, fico emocionada... #euleioparaumacriança
Eu leio para o Rafael desde quando ele nasceu e lia até enquanto amamentava.
Fica para um próximo post as dicas de livros infantis. Prometo que farei uma seleção bebeteca! Enquanto o post não sai, podem colocar sugestões de livros infantis nos comentários ou contar quais livros marcaram a sua infância também.


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