quinta-feira, 20 de março de 2014

Viajantes, malas e... ops! um bebê

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Viajar com bebês ou até mesmo crianças pode assustar muita gente, inclusive eu que sempre fui meio neurótica com tudo o que eu pensasse (mesmo que fosse um pensamento sem qualquer correlação com a realidade) que pudesse deixar meu pequeno irritado, estressado ou sei lá mais que coisas ruins. Sofria por antecipação e uma série de sentimentos contraditórios pulsavam na minha cabeça e pesavam no coração: a vontade de conhecer lugares legais com o pequeno e o medo inexplicável de coisas igualmente indescritíveis que pudessem acontecer. Se até para leva-lo à igreja já sentia tanta ansiedade e receio, o que pensar sobre toda a logística de longas viagens de carro ou avião? Uma outra grande preocupação é a alimentação. Em todas as viagens que fizemos, temos a impressão de que ele come bem menos que o normal, mas é que ele acaba comendo umas besteirinhas entre as refeições e acaba comendo menos na hora de almoçar comida de verdade.
Mas depois da primeira viagem que fizemos com ele aos 6 meses sempre viajamos com ele(imaginem os combates internos que travei comigo mesma para concordar em viajar com o filho tão pequeno. É que eu tento enfrentar meus medos, mas sempre continuo com eles). E apesar de todos os meus medos, essas tem sido as melhores viagens da minha vida, justamente porque ele as torna mais alegres, divertidas e, incrivelmente, mais interessantes. Justamente o que ele já faz com as nossas vidas todos os dias.
Desde a primeira viagem, quando fomos para o interior de Minas visitar a minha família, viajamos todos os anos com ele. Já fomos para Natal, Portugal, Espanha e Gramado com o pequeno, respectivamente. E é sempre uma delícia.
O Rafael (como toda criança) tem uma vontade de viver contagiante e uma curiosidade incessante por tudo. Ele não fica no colo. Quer ter liberdade para explorar tudo. E, ao longo destes 2 anos e 6 meses, pudemos perceber a diferença no desenvolvimento e comportamento dele em cada uma das viagens.

Aos 6 meses: Minas Gerais e Natal
Essa viagem me assustou bastante por ser a primeira e por ser uma viagem longa de quase 12 horas de carro, mas eu queria que o meu filho conhecesse a tataravó dele (eu ainda tenho bisavó) e o restante da família que mora lá. Surpresa boa: ele ficou bem mais tranquilo lá do que costumava ficar em casa. Dormia super tranquilo as sonecas da tarde (mesmo sem berço) e acordava tranquilo nas mamadas noturnas. Foi ótimo e temos essa linda foto com a tata, tata, tata, tataravó e do banho de bacia (que lembra a minha infância porque já tomei muito banho assim quando era criança):

 

 Fomos à Natal logo depois e correu tudo tranquilo também. O Rafael dispensava seu charme por onde passava e aconteceu uma coisa estranha, mas até engraçada. Umas pessoas se encantaram tanto com ele que pediram para tirar uma foto segurando o meu pequeno. Fiquei até me perguntando se era sério ou se eles queriam sequestrar meu bebê. (#neuras #mejulguem) Foi uma ótima viagem e amamos passear em Natal. Durante a viagem, o Rafael ficou praticamente no peito. Comia uma ou outra frutinha.



 
1 ano e 6 meses: Portugal e Espanha

Foi a melhor (por enquanto). O início da viagem foi BEM cansativo nas 12 horas de voo. O Rafael não conseguia dormir e chorou muito! Aí quando dormiu e colocamos no bercinho fornecido pela empresa aérea, começaram turbulências e tivemos que tirá-lo de lá. Ele acordou e começou de novo toda a odisseia para acalmá-lo e fazê-lo dormir de novo. Chegamos em Portugal acabados!!! Mas quando finalmente conseguimos chegar ao hotel, dormimos até o meio dia e iniciamos a melhor viagem que já fizemos até hoje. Nunca tínhamos ido à Portugal e se conhecer outro país já é uma experiência incrível e enriquecedora para adultos, imagina para os olhos curiosos de uma criança de 1 ano e meio. Foi muito divertido. Ríamos o tempo todo do pequeno que não queria mais saber de colo e andava pelo chão livre e cheio de energia. Optamos por não levar carrinho para que o Rafael tivesse a liberdade de andar e conhecer o que quisesse livremente (sob nossos olhos atentos e protetores, é claro). Optamos por isso levando em consideração o fato de que ele nunca gostou de carrinho mesmo e que, por outro lado, gosta muito de caminhar sozinho e explorar os ambientes. E o paizão corria atrás do menino a maior parte do tempo. E, nas outras, quando ele dormia, o carregava por horas nos museus, igrejas e castelos que íamos. A maior dificuldade era conter tanta energia. Sentar à mesa nos restaurante era impossível. Então, revezávamos: um come e outro segura o menino, depois troca. E, no meio da confusão, tentávamos fazer ele comer alguma sopa portuguesa (que mais parece um caldo se comparado ao que chamamos de sopa aqui no Brasil).







2 anos e 6 meses: Gramado

É a mais recente! Chegamos esta semana de lá. Nesta viagem já percebemos o Rafael mais fácil de controlar. Até sentava-se à mesa e permanecia sentado durante toda a refeição sem derrubar tudo e sair correndo segurando a toalha (ai meu Deus!), embora continue com menos apetite fora de casa. E continua livre no chão, explorando... mas agora fica nas calçadas. Não se atira nas pistas. Por outro lado, tem muito mais vontades e já sabe manifestar o que quer ou não: "Não fala isso com o Rafael mãe, é muito chato!", "Eu quero ir no chão", "Eu não quero papar", "Porque eu não quero!"
 


 
 
Enfim, tudo que fazemos (inclusive viajar) é muito mais divertido porque o Rafael existe na nossa vida. Assim, cada lugar se enche de encanto porque aqueles olhões recheiam de vida tudo que veem! Gosto muito de viajar, mas... Adoro voltar para casa!!!

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