quarta-feira, 26 de março de 2014

E falando em Malas...


Sabem aquele ditado que diz: "Uma mulher prevenida vale por duas!" Pois é, acho que sou o equivalente a meia mulher. Eu sou uma grande admiradora das mulheres prevenidas (e dos homens prevenidos também, que acho que o ditado vale para todo mundo)...
Nunca tenho o que preciso na minha bolsa, imagina quando faço as malas... Um fracasso! Sempre esqueço alguma coisa. E olha que sou disciplinada. Às vezes, começo a preparar as malas com uma semana de antecedência e mesmo assim, sempre falta alguma coisa! Já tentei fazer lista e também não funcionou... Acho que nasci sem esse atributo feminino de "ser prevenida".
E, na última viagem, o esquecimento mor, foram as meias. Não só as minhas, mas também as do Rafael (Já que sou eu que faço a mala dele também). Eu coloquei apenas 2 meias para o Rafael e achei que eram suficientes para uma semana. (Quis ser econômica, ué!) Mas o meu esposo, ao procurar meias para o rebento e não encontrando, soltou: "Mas Jaqueline, só duas meias para a semana toda!?" Nem preciso dizer que me senti a pior mãe do mundo por causa das meias dele. Tudo bem ser desprevenida comigo mesma, mas com o pequeno... E, para arrematar o fracasso, a mala do esposo (2 vezes menor que a minha) não faltou nada e foi feita por ele na noite anterior à viagem. Pode isso Arnaldo!?
Com a bolsa de passeio do Rafael bebê, eu apanhei muito até conseguir levar o que ele realmente precisaria sem sobrecarrega-la demais. Imaginem que eu arrumava a bolsa toda vez que saíamos e guardava tudo de volta quando chegávamos. Lá pela 3ª vez que fiz isso, tive um insight (genial, se não fosse tão óbvio) que facilitou muito as saídas: deixar a bolsa semi-pronta com aqueles itens mais usados como fraldas, lenços umedecidos, spray de álcool, um casaquinho, uma troca de roupa para o calor e outra para o frio, manta, etc (cada um monta com o que mais usa). E, na hora de sair, é só ver se está faltando alguma coisa, mas a maior parte já está preparada. Isso me ajudou bastante e fazemos isso até hoje. É claro que com o Rafael mais crescidinho precisamos de bem menos coisas, mas sempre colocamos uma garrafinha com água, biscoitinhos, uma blusa de frio e um muda de roupas extras, além das fraldas e lenços umedecidos.
Acho que, de verdade, ninguém nasce tão prevenido assim, mas vai adquirindo esse dom sobrenatural com a experiência...



quinta-feira, 20 de março de 2014

Viajantes, malas e... ops! um bebê


Viajar com bebês ou até mesmo crianças pode assustar muita gente, inclusive eu que sempre fui meio neurótica com tudo o que eu pensasse (mesmo que fosse um pensamento sem qualquer correlação com a realidade) que pudesse deixar meu pequeno irritado, estressado ou sei lá mais que coisas ruins. Sofria por antecipação e uma série de sentimentos contraditórios pulsavam na minha cabeça e pesavam no coração: a vontade de conhecer lugares legais com o pequeno e o medo inexplicável de coisas igualmente indescritíveis que pudessem acontecer. Se até para leva-lo à igreja já sentia tanta ansiedade e receio, o que pensar sobre toda a logística de longas viagens de carro ou avião? Uma outra grande preocupação é a alimentação. Em todas as viagens que fizemos, temos a impressão de que ele come bem menos que o normal, mas é que ele acaba comendo umas besteirinhas entre as refeições e acaba comendo menos na hora de almoçar comida de verdade.
Mas depois da primeira viagem que fizemos com ele aos 6 meses sempre viajamos com ele(imaginem os combates internos que travei comigo mesma para concordar em viajar com o filho tão pequeno. É que eu tento enfrentar meus medos, mas sempre continuo com eles). E apesar de todos os meus medos, essas tem sido as melhores viagens da minha vida, justamente porque ele as torna mais alegres, divertidas e, incrivelmente, mais interessantes. Justamente o que ele já faz com as nossas vidas todos os dias.
Desde a primeira viagem, quando fomos para o interior de Minas visitar a minha família, viajamos todos os anos com ele. Já fomos para Natal, Portugal, Espanha e Gramado com o pequeno, respectivamente. E é sempre uma delícia.
O Rafael (como toda criança) tem uma vontade de viver contagiante e uma curiosidade incessante por tudo. Ele não fica no colo. Quer ter liberdade para explorar tudo. E, ao longo destes 2 anos e 6 meses, pudemos perceber a diferença no desenvolvimento e comportamento dele em cada uma das viagens.

Aos 6 meses: Minas Gerais e Natal
Essa viagem me assustou bastante por ser a primeira e por ser uma viagem longa de quase 12 horas de carro, mas eu queria que o meu filho conhecesse a tataravó dele (eu ainda tenho bisavó) e o restante da família que mora lá. Surpresa boa: ele ficou bem mais tranquilo lá do que costumava ficar em casa. Dormia super tranquilo as sonecas da tarde (mesmo sem berço) e acordava tranquilo nas mamadas noturnas. Foi ótimo e temos essa linda foto com a tata, tata, tata, tataravó e do banho de bacia (que lembra a minha infância porque já tomei muito banho assim quando era criança):

 

 Fomos à Natal logo depois e correu tudo tranquilo também. O Rafael dispensava seu charme por onde passava e aconteceu uma coisa estranha, mas até engraçada. Umas pessoas se encantaram tanto com ele que pediram para tirar uma foto segurando o meu pequeno. Fiquei até me perguntando se era sério ou se eles queriam sequestrar meu bebê. (#neuras #mejulguem) Foi uma ótima viagem e amamos passear em Natal. Durante a viagem, o Rafael ficou praticamente no peito. Comia uma ou outra frutinha.



 
1 ano e 6 meses: Portugal e Espanha

Foi a melhor (por enquanto). O início da viagem foi BEM cansativo nas 12 horas de voo. O Rafael não conseguia dormir e chorou muito! Aí quando dormiu e colocamos no bercinho fornecido pela empresa aérea, começaram turbulências e tivemos que tirá-lo de lá. Ele acordou e começou de novo toda a odisseia para acalmá-lo e fazê-lo dormir de novo. Chegamos em Portugal acabados!!! Mas quando finalmente conseguimos chegar ao hotel, dormimos até o meio dia e iniciamos a melhor viagem que já fizemos até hoje. Nunca tínhamos ido à Portugal e se conhecer outro país já é uma experiência incrível e enriquecedora para adultos, imagina para os olhos curiosos de uma criança de 1 ano e meio. Foi muito divertido. Ríamos o tempo todo do pequeno que não queria mais saber de colo e andava pelo chão livre e cheio de energia. Optamos por não levar carrinho para que o Rafael tivesse a liberdade de andar e conhecer o que quisesse livremente (sob nossos olhos atentos e protetores, é claro). Optamos por isso levando em consideração o fato de que ele nunca gostou de carrinho mesmo e que, por outro lado, gosta muito de caminhar sozinho e explorar os ambientes. E o paizão corria atrás do menino a maior parte do tempo. E, nas outras, quando ele dormia, o carregava por horas nos museus, igrejas e castelos que íamos. A maior dificuldade era conter tanta energia. Sentar à mesa nos restaurante era impossível. Então, revezávamos: um come e outro segura o menino, depois troca. E, no meio da confusão, tentávamos fazer ele comer alguma sopa portuguesa (que mais parece um caldo se comparado ao que chamamos de sopa aqui no Brasil).







2 anos e 6 meses: Gramado

É a mais recente! Chegamos esta semana de lá. Nesta viagem já percebemos o Rafael mais fácil de controlar. Até sentava-se à mesa e permanecia sentado durante toda a refeição sem derrubar tudo e sair correndo segurando a toalha (ai meu Deus!), embora continue com menos apetite fora de casa. E continua livre no chão, explorando... mas agora fica nas calçadas. Não se atira nas pistas. Por outro lado, tem muito mais vontades e já sabe manifestar o que quer ou não: "Não fala isso com o Rafael mãe, é muito chato!", "Eu quero ir no chão", "Eu não quero papar", "Porque eu não quero!"
 


 
 
Enfim, tudo que fazemos (inclusive viajar) é muito mais divertido porque o Rafael existe na nossa vida. Assim, cada lugar se enche de encanto porque aqueles olhões recheiam de vida tudo que veem! Gosto muito de viajar, mas... Adoro voltar para casa!!!

terça-feira, 4 de março de 2014

Porque você é incrível!!

O meu pequeno tem uma resposta universal para tudo. Pergunte a ele qualquer coisa e ele diz: "Porque você é incrível!". É assim: "Rafael, por que você não quer ir para a casa da vovó?", e ele diz: "Por que você é incrível!" (ora, não é óbvio!), ou Rafael por que você não quer almoçar?, e ele diz: "Por que você é incrível!" e assim vai... É uma fofurice e também muito 'espertice' porque acho que ele já sacou que a frasezinha nos derrete.
...
Outro dia, meu esposo deu uma carona para um senhor, conhecido nosso. Quando o senhor saiu do carro, o Rafael perguntou: "Pai, quem é ele?"; e meu esposo respondeu: "É o seu Silvino?" Então, o Rafael perguntou: "Ele é meu?" "Não, filho", disse meu esposo. "E ele é seu?" Há deixa pra lá, né!?
...
Eu tinha feito escovinha e tinha colocado um saco plástico na cabeça para tomar banho. Então, o Rafael olhou e perguntou para o pai: "Papai, por que a mamãe está com um chapéu de lixo?"
...
O Rafael estava andando descalço em casa, que não estava tão limpinha assim. Então, ele disse: "Pai, limpa meu pé, ele está cheio de chão."
...
Olhando aqui da janela do meu apartamento, sempre vemos a lua e é linda. De pé, sobre o sofá, olhando para o céu, o Rafael perguntou: "A lua é de algodão, papai?"

Eu achei isso tão poético que escrevi uns versinhos:

Vem aqui ver o mundo, mamãe
A lua é de algodão, papai!?
O meu pé está cheio de chão...
Porque você é incrível



sábado, 1 de março de 2014

Fica aqui só mais um pouquinho

Eu criei esse blog há quase 2 anos, mas só recentemente embarquei nessa na "vera". E, como o Rafael já está com mais de 2 anos, tem tanta coisa nessa curta, mas intensa vida sobre as quais eu gostaria de escrever, que, às vezes me perco... Então, saem uns posts que recordam boas lembranças misturados com outros que aconteceram agorinha mesmo.
É que passou tão rápido e quando olho para ele, só consigo pensar o quanto ele já está crescido e me dá vontade de segurar em minhas mãos o tempo que escorre tão depressa pela vida.
Acho que é um pouco por isso que resolvi reanimar o Blog como uma forma de reter os momentos lindos (e os não tão lindos assim) com os quais o Rafael me presenteia todos os dias.
Eu coloquei o Rafael para dormir no quarto dele quando ele tinha apenas 2 meses e não me arrependo. Eu super admiro as mães e pais que dormem com seus filhos todos na cama no maior aconchego, mas eu não consigo. Simplesmente não dá. Não consigo dormir assim. O Rafael também não gosta e o Nego também não. E, assim, todos felizes!
Toda vez que vamos colocá-lo na cama para dormir, temos nosso pequeno ritual: historinha; oração; "boa noite, dorme com Deus e sonhe com os anjinhos"; "que Deus te abençoe, te guarde e te conduza a vida eterna"; beijinhos e "fica aqui só mais um pouquinho". Ele sempre diz isso. Quem pode resistir a esse pedido naquela voz mais meiga e dengosa!? Fico mais uns minutinhos, esperando que ele adormeça e quando vou saindo: "Mamãe, aonde você vai? Fica aqui só mais um pouquinho"´. É assim que termina quase todos os meus dias...
Ele, assim como eu e os galos, gosta de acordar cedo. Então, vai para a nossa cama e "COCOCORICOOOOOO! Acorda, papai! Já amanheceu!" Aí, somos nós que falamos: "Fica aqui só mais um pouquinho!" Mas não tem jeito, quem tem filhos pequenos sabe que quando eles acordam a casa inteira tem que acordar também!
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