quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Sobre medo e outras coisas...

Eu sou muito medrosa. E são uns medos meio aleatórios diante de perigos reais ou não. Tinha medo de ser mãe, de não dar conta, de ser responsável por alguém, de ter medo... E, pensar nesses medos todos me causava mais medo ainda...
E a gravidez com seus altos picos hormonais aflorou esse sentimento. No dia que descobri a gravidez, fiquei com a respiração presa. E só alguns dias depois consegui liberar todas as emoções num choro compulsivo. Era o medo.
Quando o Rafael era pequeno eu não relaxava um só minuto... qualquer espirro perto dele era uma ameaça aterradora que deveria ser evitada a todo custo. Exagero! Neurose! Eu admito!
E, apesar de todo esse medo ou pânico, a maternidade me arrebatou e as delícias cotidianas de ser mãe mudaram muitos dos paradigmas que eu tinha e me conduzem para um mundo de experiências profundamente realizadoras (e desafiadoras também).
Eu continuo sendo medrosa, mas não quero colocar o Rafael numa bolha protetora. (Oi!? é eu queria, mas já sou outra mulher).
Não me educaram para ser mãe. Ao contrário, diziam-me, estude e arranje um bom emprego. Ok, isso é importante! (alguém tem que pagar as contas, né!). Mas ser mãe, ocupar-me da educação do Rafael, da constituição da personalidade dele, ensinar-lhe sobre a fé em Deus e, cotidianamente, "perder a vida" por ele é que tem me feito, de fato, ganhar a vida!


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